Segunda-feira, 3 de Março de 2008

*Folclore*

Folclore

Tradicionalmente, no concelho da Póvoa de Varzim, apesar da sua pequena dimensão, podemos detectar diferentes tipos humanos; diversos usos e costumes, fruto de vários condicionalismos geográficos e actividades económicas.
A partir da pesca e da agricultura combinaram-se três formas de subsistência: o ancoramento ribeirinho do pescador poveiro que tem a pesca como actividade exclusiva; a fixação na orla marítima do seareiro de Aver-o-Mar e Aguçadoura que granjeava no mar e em terra e, por fim, a sedentarização do lavrador, enraizada em solo firme.
O traje é o elemento externo onde mais facilmente se notam as particularidades de cada zona. A forma de vestir do pescador poveiro destaca-se pela sua originalidade - o traje de branqueta, apresentado pelo Grupo Folclórico Poveiro, é somente um dos muitos e interessantes modos de trajar da "colmeia" piscatória. Nas outras duas comunidades sentem-se as influências minhotas e maiatas.
Nas danças e cantares, tanto nas chulas, malhões e viras, como nas danças de roda do poveiro, o suporte instrumental é, com ligeiras diferenças, o mesmo: a concertina, o acordeão, a viola, o cavaquinho, os ferrinhos, o reco-reco e o bombo.
No Folclore reflectem-se aspectos da vida quotidiana. Talvez por isso, os povos da beira-mar exibem danças mais vivas, como que condicionados pelo incessante rumor das águas e elevem pouco os braços, invocando talvez o alar das redes; enquanto que o lavrador projecta bem os membros superiores para cima, lembrança, quiçá, das fatigantes mas "altivas" malhadas.
São muitos os agrupamentos folclóricos no concelho, praticamente cada freguesia tem o seu grupo representativo. O mais antigo é o "Grupo Folclórico Poveiro" fundado em 1936 por António dos Santos Graça.

 

Traje de Branqueta

Os pares que o formam envergam os trajes que correspondem ao de romaria da Classe Piscatória Poveira no final do século XIX, usados quando os pescadores poveiros se dirigiam aos centros de peregrinação, para cumprir as promessas que faziam em momentos de perigo ou de doença grave.

A grave tragédia marítima de 27 de Fevereiro de 1892 que, ao vitimar grande número de pescadores poveiros, afogou a Póvoa no luto da viuvez, orfandade e familiar levou ao desaparecimento dos trajes garridos da comunidade piscatória.
Em 1936, com a fundação do Rancho Folclórico Poveiro, este vistoso traje foi recuperado, constituindo a indumentária do Grupo.
Os homens envergam as características camisolas poveiras, de lã branca, bordadas a ponto de cruz, com motivos marítimos, as calças são de branqueta, enfaixada, a cabeça cobre-se com um típico “catalão” vermelho, forrado a branqueta, e calça meias de algodão com “berloques” e chinelos de cabedal amarelo.
As mulheres vestem camisa branca e colete vermelho, apertado com atacadores, saia de branqueta, comprida e bastante rodada sobre um saiote vermelho de branqueta, à volta da cinta, para arregaçar as saias, um ourelo (cordões de lã) de cores diversas, pelas costas traçam um xaile branco e cobrem a cabeça com lenço de merino, de cores garridas. Ao pescoço usam ricos cordões de ouro nos quais penduram lindos crucifixos. Calçam meias de algodão, rendas e chinelos de verniz preto, arrebitados no bico, característica local.

Grupos Folclóricos

Grupo Folclórico Poveiro

Foi fundado em 24 de Junho de 1936, pelo etnógrafo poveiro António dos Santos Graça, com a finalidade de manter vivos os trajes, danças e cantares dos pescadores.
Representa a região etnográfica do Douro Litoral.

Ao longo da sua actividade o Rancho Poveiro, como é conhecido, dançou por todo o Portugal, desde o Minho ao Algarve, em Espanha, França, Suíça, Brasil e Bélgica.
Os trajes são os usados pelos pescadores da Póvoa nos finais do século XIX, e neles predomina a “branqueta” (fazenda de lã branca) nas saias e nas calças e ainda a tão famosa camisola de lã branca, bordada a ponto de cruz com motivos marítimos, que as raparigas ofereciam aos namorados.

As chulas, os viras e as danças de roda são as mais tradicionais.

A tocata é formada por acordeões, violas, cavaquinhos, bombo e ferrinhos.
Desde a sua fundação, o Rancho Poveiro está sob a responsabilidade da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, representando um dos principais factores de promoção e animação turística e de cultura popular.
O Grupo Folclórico Poveiro de raiz piscatória, encontra-se filiado na Federação de Folclore Português.
Organiza um festival folclórico – Festipóvoa - de 2 em 2 anos (integrado nas Festas de S. Pedro finais de Junho ou início de Julho).

Grupo Folclórico Poveiro
Av. Mouzinho de Albuquerque, 166
4490-409 Póvoa de Varzim 
Tel:  Jacinto Sá (252 684 680 / 969 079 309)



Rancho Tricanas do Cidral - Matriz

O Rancho das Tricanas do Cidral fundado em 12 de Junho de 1920, renasceu em 1986, após largos anos de inactividade, através da Associação Cultural e Recreativa da Matriz.

É formado por 44 elementos, dançarinos, coro, ensaiador e tocata. A tocata é composta por acordeão, viola, saxofone, trompete, bombo e ferrinhos.
Rancho de raiz urbano, apresenta a mulher típica poveira — A Tricana.
Organiza festival de folclore na 1ª ou 2ª semana de Agosto.

Associação Cultural e Recreativa da Matriz 
Rua Dr. Flávio Gonçalves - Apartado 22
4490-614 Póvoa de Varzim 
Tel: Sr. Manuel Milhazes (Sede: 252 621 028)



Rancho Tricanas da Lapa

Fundado em 1952 na Póvoa de Varzim, renasceu em 1985, após largos anos de inactividade, através do Leões da Lapa Futebol Clube. É composto por cerca de 50 elementos que trajam segundo a época de fundação do grupo.
Rancho de raiz piscatória, apresenta a mulher típica poveira — A Tricana, e o homem veste camisa de xadrez, típico dos pescadores.
Organiza festival de folclore integrado nas celebrações de aniversário do grupo – Abril.

 

Leões da Lapa Futebol Clube
Rua Pereira Azurar, 48
4490-543 Póvoa de Varzim
Tel: Sr. José Maio (Sede: 252 627 070)



Rancho de Belém

Rancho do lugar da Giesteira, de raiz rural e de tradições populares, fundado em 1953.

Após um pequeno interregno, ressurgiu em 1990 através da Associação Desportiva Recreativa Académico de Belém.
É constituído por 42 elementos, distribuídos por dançadores, tocata, coro, solistas, ensaiador e directores. A tocata é composta por acordeões, violas, reco-reco, cavaquinho, bombo e ferrinhos.
Organiza festival de folclore no mês de Agosto.

Associação Desportiva Recreativa Académico de Belém 
Rua Almeida Brandão – Lugar da Giesteira
4490-462 Póvoa de Varzim 
Tel: Dª Manuela Fernandes (Sede: 252 613 946)



Rancho Estrela do Norte

Fundado em Junho de 1954, as suas actividades foram interrompidas entre 1958 e 1963.

Ao comemorar os 25 anos da sua fundação em 1979, o Rancho Estrela do Norte foi lembrado pela comissão de festas de S. Pedro, fazendo-o renascer. A tocata é composta por saxofone, trompete, acordeão, viola, bombo, castanholas e ferrinhos. Rancho de raiz urbano, apresenta a mulher típica poveira — A Tricana.
Desde 1986 o Rancho Estrela do Norte está agregado à Secção Cultural do Centro Desportivo e Cultural Juve-Norte.

Organiza festival de folclore na segunda quinzena de Agosto.

 

Centro de Desporto e Cultura Juve-Norte
Apartado 381
4490 Póvoa de Varzim
Tel: 252 681 872
Contacto Sr. Luís Miguel Arteiro (963 081 872)



Grupo Recreativo e Etnográfico «As Tricanas Poveiras»

Fundado em 5 de Julho de 1993, é composto por antigos componentes de Rusgas e Ranchos Populares, nomeadamente dos Bairros da Matriz, Norte e Sul, da cidade da Póvoa de Varzim. O Grupo filiado no INATEL é composto por 40 elementos, as mulheres apresentam-se predominantemente com traje de tricana, para além de outros, cópias dos originais pertença do Museu Municipal. A tocata é composta por acordeão, viola, cavaquinho, ferrinhos e bombo.
Organiza encontro de grupos de danças e cantares em Julho. 

 

Apartado 136
4490-909 Póvoa de Varzim
(Sede Social – Rua Rocha Peixoto – Antigo Quartel Militar)
Tel: Sr. António Pereira e/ou Antonieta Pereira (Sede: 252 615 713, depois das 22h00)



Grupo de Danças e Cantares «As Poveirinhas»

Fundado em 25 de Março de 1995, conta com cerca de 40 elementos, apresentando-se as mulheres com o traje de tricana antigo (por vezes também o de romaria de chita). Da sua tocata fazem parte o acordeão, o trompete, viola, clarinete, tambor e ferrinhos.
Organiza festival de folclore integrado nas celebrações do aniversário – Março. 

 

Rua dos Ferreiros, 146
4490-597 Póvoa de Varzim
Tel: Dª Ondina Torrão (252 624 531)



Rancho Folclórico de S. Pedro de Rates

Rancho de raiz rural, fundado em 1970, constituído por cerca de 50 elementos. Este rancho documenta os trajes, os cantares, as danças e tradições da terra e região circundante. Quanto aos seus instrumentos musicais constam as concertinas, as violas, os bombos, os ferrinhos, os cavaquinhos. Como nota final, o Rancho Folclórico de S. Pedro de Rates encontra-se filiado na Federação de Folclore Português desde 1981, além da filiação englobada no INATEL.

Organiza festival de folclore no 3º fim de semana de Julho.

 

Associação de Amizade de S. Pedro de Rates
Rua Fonte da Cabra
4570-430 Rates
Tel: Sr. José Matias (965 723 986)



Rancho Folclórico de Santa Eulália de Beiriz

Fundado em 1979, é formado por 43 elementos. Grupo rural de feição minhota. Relativamente aos instrumentos é de destacar a concertina, o acordeão, os ferrinhos, o bombo, a pandeireta, o cavaquinho, a viola, as castanholas e o reco-reco.
Organiza festival de folclore em Agosto.

 

Associação de Amizade de Santa Eulália de Beiriz
4495 Beiriz
Tel: Dª Maria Emília Fonseca (252 696 237)



Rancho Folclórico da Casa do Povo de Aguçadoura

Fundado em 1982, é de carácter rural mas com raízes da beira-mar. Nele se destacam os trajes de “Noivos”, de “Lavradeira Rica”, de “Lavradeira Pobre” e os “Domingueiros”.
Organiza festival de folclore integrado nas Festas de Nª Srª da Boa Viagem Maio/Junho.


Casa do Povo de Aguçadoura
Rua da Praia, 186
4495-031 Aguçadoura
Tel: Sr. Manuel Gonçalves Martins «Gaspar» (252 601 251 / 252 600 090 / 968 025 098)



Grupo Folclórico de Cantares e Danças «Os Camponeses de Navais»

O Grupo Folclórico "Os Camponeses de Navais" de raiz rural nasceu em 1983 e tem desenvolvido essa actividade cultural respeitando com grande rigor os usos e costumes do povo desta Freguesia. Com a autenticidade das danças, cantares e trajes o Grupo foi integrado como membro efectivo da Federação do Folclore Português em 15 de Dezembro de 1998.
Organiza festival de folclore em Agosto. 

 

Rua do Outeiro, nº9
4495-202 Navais
Tel: Sr. José Serra Moreira (Telem. 939 063 691 / Sede 252 611 845)
E-mail: grupo.folc.navais@sapo.pt

http://www.folclore-online.com/grupos/pt/camponeses_navais/


Rancho Infantil e Juvenil «S. Miguel o Anjo»

Rancho de raiz rural, fundado em 28 de Abril de 1984, constituído por 35 elementos entre dançarinos e acompanhantes. Para além destes elementos há ainda os da orquestra constituída por acordeão, viola normal, viola braguesa, cavaquinhos, reco, castanholas, ferrinhos, pandeireta, bombo e rela, e os solistas com o coro acompanhante.
Organiza festival de folclore integrado nas celebrações de S. Miguel-o-Anjo – Setembro.

 

União Desportiva e Cultural de Argivai
Lugar do Padrão, 24
4490-203 Argivai
Tel: Sr. António Torre da Silva (251 611 745)



Rancho Folclórico das Carvalheiras de Argivai

Rancho de raiz piscatória, fundado em 1985. No vestuário predomina o preto e axadrezado (o preto simboliza o luto dos familiares mortos no mar, e o axadrezado tecido típico das camisolas, ceroulas e saias do povo do mar). As danças são compostas por cantares de entre Douro e Minho, embora adaptadas às tradições locais.

Organiza festival de folclore em Junho. 

 

Rua Sacra Família, 1259
4495-210 Argivai
Tel: Sr. Manuel Ferreira (252 614 863 / 252 616 933)



Rancho Folclórico de Aver-o-Mar

O Rancho Folclórico de Aver-o-Mar de raiz piscatória/rural, foi fundado em 13 de Novembro de 1988 e constituído por escritura pública em 20 de Julho de 1989. É uma região de Sargaceiros e Seareiros, os trajes que apresenta são essencialmente baseados no campo e na apanha de sargaço. É constituído por 40 elementos.

Organiza festival de folclore em Agosto/Setembro. 

 

Rua da Agra, 201
4495-111 Póvoa de Varzim
Tel: Sr. António Santos (252 691 803 / 966 540 941)



Rancho Infantil de Balasar

Rancho de raiz rural, fundado em 18 de Agosto de 1991, composto por cerca de 50 elementos. Este rancho sofre influências de danças e cantares de características minhotas, caldeadas com influências do Douro Litoral. Quanto aos seus instrumentos musicais é composto por concertina, acordeão, violão, braguesa, cavaquinho, bombo, ferrinhos, rela e reco-reco.

Organiza festival de folclore em Agosto. 

 

Associação Cultural de Balasar
Rua da Covilhã, 145
4570-027 Balasar
Tel: Sr. Joaquim Costa (919 701 892)



Grupo de Danças e Cantares «Os Amigos» do Centro Social e Paroquial de Terroso

Grupo de raiz rural, fundado em 28 de Março de 1993 por um grupo de amigos, com o fim de animar a Festa do Idoso desta freguesia. Em 26 de Março de 1998, foi incorporado no Centro Social Paroquial de Terroso, passando a designar-se por Grupo de Danças e Cantares “OS AMIGOS” do Centro Social Paroquial de Terroso. Este Grupo apresenta certas características do Baixo Minho.

Organiza festival de folclore no 3º Domingo de Maio. 

 

Rua da Anta, 243
4495-513 Terroso
Tel: Sr. Joaquim Pinheiro (252 691 688)



Rancho Folclórico das Lavradeiras de Santa Maria de Terroso

Rancho de raiz rural, fundado em 25 de Julho de 1993.
Houve a preocupação, por parte deste Rancho, de fazer a recolha dos instrumentos de trabalho, sendo eles: roca, fuso, dobadoura, carrela, foucinhas, malho, espadeladouro, vassoura de gesta, jiga, sarilho, vara, ancinho e sedeiro.

Organiza festival de folclore em Julho. 


Rua do Passô, nº 457
4495-582 Terroso
Tel: Sr. Manuel Moreira (252 691 198)


publicado por Cidade Para Todos às 23:40
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